Versões Melhoradas das MESMAS Coisas…

“E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando sermos donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão que tudo poderia ser meu para sempre“.

Miguel Sousa Tavares

Há pouco tempo atrás, em conversas de coração, carências e relacionamentos de Amor e Amizade, disse-me um amigo que estimo muito “Precisas de deixar de procurar o que te falta na outra pessoa ou de esperar que venha de lá“.
Que conselho brutal e que sentido me fez na altura e até mesmo hoje. É tão actual que arrepia. É que antes dessa pessoa, esteve outra e outra mas tudo o que te faltava esteve sempre lá, nunca saiu, fomos apenas versões melhoradas mas das mesmas coisas. Ou estamos bem connosco ou passamos a vida a cobrar e a exigir e a questionar e nunca estamos satisfeitos. Se te sentes assim (tu que podes estar a ler estas loucuras), faz um esforço mas apenas se te derem uma oportunidade de agir e salva essa amizade ou esse relacionamento, é o conselho que dou a quem mo pede e encaixa nesta situação de “eu dou e quero receber e preciso e não estou satisfeito“. Não se consegue ter tudo numa relação de amizade ou de amor. Do outro lado está uma pessoa com gostos, ideias, medos, personalidade distinta e um ponto de vista que pode ser bem diferente do teu. E o meu amigo continuava brilhantemente: “tens de distinguir duas coisas: “Sofro sempre imenso nos relacionamentos porque sou uma pessoa muito carente e sensível e não quero que isso me aconteça mais” e “sofro sempre imenso nos relacionamentos porque sou uma pessoa muito carente e sensível e quero saber porque isto me acontece” são coisas completamente diferentes. É uma opção de que pergunta queres fazer a ti mesmo, sem dúvida. Esta parte que acabei de confidenciar funciona especialmente para o Amor. É mesmo geral e é abruptamente verdadeiro. Porquê? Porque assim passamos a vida a saltar de relação em relação, à espera do “nunca mais” e a pensar “esta é a tal pessoa” e só absorvemos os 1ºs meses da “novidade” pois só interessam os momentos iniciais e pronto. Voltamos à mesma lenga-lenga. É que sofre-se imenso com tudo isso e tanto sofrimento não é justo, nem é suportável, chegamos a um ponto que andamos consumidos com tanta coisa. O desafio é começar a sacudir isso de cima…não é tarefa fácil. Faz sentido para ti?

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