A vida foi injusta para ti? Coloca-te na fila.

A vida foi injusta para ti? Coloca-te na fila. Tira uma senha e espera.
A forma como sobrevivemos – ou não – a essas injustiças é que nos torna em quem somos.
A vida é sofrimento. Não só, mas também é. A vida trazer-nos-à dor sempre de quando em quando, a nossa responsabilidade é criarmos alegria. Hoje e agora. Não sabemos quantos mais dias nos restam. Passamos a vida a tentar adivinhar o que vai acontecer, em tudo o que nos rodeia. Tudo. Tudo tem um porquê, uma explicação, uma causa, um sintoma, uma consequência. “Tudo” é o que vivemos dentro das nossas cabeças e nunca saímos de lá.
Já sentiste falta do que não tens mesmo sabendo que tens tanto?
Já sentiste aquela sensação de seres tão bom para os outros e tão mau para ti?
Já sentiste a consciência profunda e bela que sabes que tens a qual aplicas tão bem aos outros e não a ti?
Já sentiste saudade de quem não tens e que nem sabes se existe?
Já sentiste aquela solidão que julgas não ter mas que te bate à porta do teu coração e que te leva a quereres ir para aquela ilha imaginária que todos temos dentro das nossas cabeças?
E aquele vazio que preenches nos outros mas que esvazias em ti?
E a coragem de andares aqui ou a falta de coragem de fugires?
E aquela falta de confiança? Aquela em que todos acreditam em ti menos tu?
E a saudade de sorrir sentindo a verdadeira alegria em estares viv@?
A vida é desenhada sem borracha!
Para termos algo que nunca tivemos vamos ter de fazer algo que nunca fizemos!
A lição mais difícil de aprendermos às vezes não é que caminho devemos seguir mas qual aquele que nos devemos desviar.
Essa tristeza, essa mão gigante que aperta os nossos corações, essa mão que nos diz que vamos falhar, aquela voz que mata por vezes os nossos sonhos, aquele orgulho que nos faz tão pequenos como que um insecto esmagado contra uma parede, essa alegria de querer tudo feito sem qualquer esforço esquecendo que o único lugar onde o sucesso existe antes do trabalho é no dicionário.
A vida foi injusta para nós? Coloco-me na fila e foco o que sou, quem aspiro ser. Não a minha carreira, o meu carro, a minha segurança, o meu mundinho artifical de “coisas”. Foco-me em quem eu sou verdadeiramente, em SERMOS mais, não em TERMOS mais.
Passamos a vida a pensar que as pequenas coisas que fazemos não têm qualquer efeito. Mas esquecemo-nos que por muita fraca que seja uma faísca, ela pode incendiar uma floresta inteira.
Podemos idealizar a nossa liberdade, mas no que toca aos hábitos, estamos totalmente escravizados.
Às vezes penso no quanto gostaria de ser um protector de todos os que não têm protecção, de ser um lider para aqueles que viajam, num barco, numa ponte, em qualquer lugar para aqueles que desejam a margem mais longínqua, que a dor de todas as criaturas viva fosse totalmente clarificada, que eu fosse o médico e o remédio até todos os doentes do mundo estarem curados.
Às vezes apetecia-me estar em todo o lugar e ser tudo só para que por uma vez que fosse eu pudesse sair daquela maldita fila onde espero a minha vez.

Bruno Piairo Teixeira

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